A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA alcançou R$ 3,6 bilhões, alta de 17,4%, refletindo principalmente o desempenho dos negócios de Distribuição e Transmissão. Os investimentos (CAPEX) somaram R$ 1,5 bilhão no trimestre, totalizando R$ 2,8 bilhões no acumulado do ano. Cerca de 80% dos recursos foram direcionados à distribuição, com foco na expansão, modernização, atendimento ao cliente e em melhoria e resiliência de rede.
“Os eventos climáticos extremos reforçam a importância dos investimentos contínuos em modernização e automação da rede elétrica. Recentemente, equipes da CPFL atuaram na recomposição do sistema após os temporais registrados na região de Ribeirão Preto (SP) e no estado do Rio Grande do Sul, evidenciando a relevância desses investimentos para ampliar a resiliência e a capacidade de resposta do sistema elétrico”, afirma Gustavo Estrella, presidente da CPFL Energia.
Distribuição: No trimestre, o EBITDA do segmento alcançou R$ 2,3 bilhões, alta de 11,4% em relação ao 2T25. O consumo de energia na área de concessão, apresentou crescimento de 4,0% em relação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado pelas classes residencial e comercial. Destaque para o consumo de Data Centers, que aumentou 35,8% no trimestre e acumulou crescimento de 66,4% nos últimos três anos, passando a representar 9,3% do consumo da classe comercial nas áreas de concessão da companhia.
Geração e Gestão de Energia: O segmento registrou EBITDA de R$ 767 milhões, crescimento de 4,1% na comparação anual. Em relação ao desempenho operacional, nesse trimestre ocorreu uma redução de 22,1% da geração de energia eólica, impactada pela menor safra de ventos. Em relação ao curtailment, nesse trimestre as restrições representaram 25% da geração dos parques eólicos. Recentemente, a companhia formalizou o interesse de suas geradoras em aderir ao Termo de Compromisso do Ministério de Minas e Energia (MME) relacionado ao ressarcimento de restrições de geração renovável. “Ainda teremos diversas etapas em relação a esse processo, que deve se encerrar apenas em 2027, mas demos o primeiro passo para a mitigação dos impactos sofridos pela geração renovável nos últimos anos”, afirma Estrella.
Transmissão: O EBITDA IFRS do segmento alcançou R$ 400 milhões, alta de 134,2% em relação ao 2T25. Na análise regulatória, o segmento apresentou um EBITDA de R$ 230 milhões, alta de 9,1%, ganho de R$ 19 milhões. O resultado reflete o avanço dos investimentos realizados pela companhia nos últimos anos, com a entrada de novos ativos em operação.
Estrutura financeira: A CPFL Energia encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 32,5 bilhões e alavancagem de 2,36 vezes a Dívida Líquida/EBITDA, no critério de medição dos covenants financeiros. Em julho, a companhia concluiu captação de R$ 2 bilhões por meio de emissões de debêntures e operações de mútuos. As operações apresentaram custo médio equivalente a CDI menos 0,29% e prazo médio de 2,76 anos. Ao final do período, o prazo médio da dívida era de 4,57 anos. “A operação reforça nossa capacidade de acessar recursos em condições competitivas e dá suporte à execução do plano de investimentos da companhia”, destaca Estrella.
ESG e Governança: A CPFL foi selecionada para compor o Conselho do Pacto Global da ONU para o novo ciclo de gestão. A companhia também teve sua governança corporativa reconhecida com o prêmio Best Corporate Governance, concedido durante o World Finance Corporate Governance Awards 2026.