A CPFL Piratininga reforçou as ações de combate a fraudes e furtos de energia na Baixada Santista com operações em Santos e Praia Grande. As equipes identificaram manipulações em medidores, desvios de energia e ligações clandestinas, que resultaram em flagrantes, prisões e registros de ocorrência policial.Em Praia Grande, a operação chamou a atenção. No bairro Vila das Caieiras, foram realizadas 34 inspeções e autuados 12 estabelecimentos. Entre os comércios autuados estavam, sorveteira, açougue, mini mercado, restaurante, adega e pizzaria.
Equipes flagram desvio de energia; o dono do estabelecimento foi levado para delegacia (Divulgação: CPFL Piratininga)
Em Santos, 3 ações em comércios resultaram em flagrantes. Em uma padaria no bairro Gonzaga, a equipe encontrou um fio de corrente de um dos TCS cortado.
Ainda no bairro do Gonzaga, foi constatado desvio de energia embutido na alvenaria em uma pousada, responsável foi levado ao DP para averiguação.
Já no bairro Marapé, em uma academia, o medidor havia sido manipulado, o que é proibido.
As equipes da distribuidora regularizaram todas as medições e irão calcular a quantidade de energia desviada. Os valores correspondentes serão repassados aos responsáveis pelas fraudes.
Medidor com manipulação nos circuitos internos (Divulgação: CPFL Piratininga)
Inspeções como essas têm sido intensificadas pela CPFL Piratininga, com o apoio das autoridades policiais, com o objetivo de coibir as ligações clandestinas e manipulações de medidores de energia. A companhia investe continuamente em tecnologias de monitoramento e detecção de fraudes, como o uso de inteligência artificial para orientar operações mais assertivas e sistemas de medição blindada para grandes clientes.
Além de sobrecarregar as redes elétricas e deixar o sistema de distribuição vulnerável a interrupções no fornecimento, o furto de energia coloca vidas em risco devido à possibilidade de choques elétricos. Vale lembrar que fraudar ou furtar energia é crime, conforme o Código Penal, com pena de um a quatro anos de detenção.
Fraudadores também são cobrados pelas tarifas referentes ao período em que ocorreu o furto, acrescidas da devida multa. Além disso, as fraudes e furtos podem encarecer a conta de energia para todos, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) distribui parte dos prejuízos causados pelas “perdas comerciais” para a tarifa da distribuidora, durante as revisões tarifárias.
Fraudar energia pode causar choques, incêndios, queima de aparelhos e comprometer o fornecimento de todo o bairro. Além disso, é crime previsto no Código Penal, sujeito a pena de 1 a 4 anos, multa e ao pagamento do consumo utilizado sem registro.