Uma operação conjunta da CPFL Piratininga com a Polícia Civil identificou furto de energia elétrica em uma loja de rede de fast-food de sanduíches e saladas, localizada na Avenida Conselheiro Nébias, no bairro Boqueirão, em Santos. O responsável levado à delegacia para esclarecimentos e a medição foi regularizada.
Na região da Baixada Santista, foram constatadas 6.327 irregularidades nos oito primeiros meses do ano. No mesmo período, o processo de inspeção permitiu recuperar 4.459,00 MWh. Os números refletem o trabalho permanente de fiscalização realizado em toda a área de concessão. As irregularidades são identificadas por meio de inspeções, análises técnicas, denúncias da população e, quando necessário, operações realizadas com as autoridades policiais.
O furto de energia é crime previsto no Código Penal. Com a Lei nº 15.397/2026, a pena para o furto simples passou de um a quatro anos para um a seis anos de prisão, além de multa. Como a pena máxima agora supera quatro anos, o delegado não pode mais arbitrar fiança em caso de flagrante, e qualquer decisão sobre soltura ou fiança passa a ser exclusiva do Poder Judiciário.
O endurecimento da punição chega em um momento em que o furto de energia causa ao setor elétrico brasileiro um prejuízo bilionário. Segundo a Abradee, as distribuidoras registraram R$ 11,3 bilhões em perdas com furtos e fraudes em 2025. Desse valor, cerca de R$ 7,8 bilhões foram repassados às tarifas e pagos por todos os consumidores.
O furto de energia, popularmente conhecido como "gato", está entre as irregularidades mais comuns, ao lado das adulterações de medidores e de outras intervenções feitas para impedir ou reduzir o registro correto do consumo.
Essas práticas, feitas sem critérios técnicos e fora dos padrões de segurança, podem sobrecarregar a rede, provocar oscilações e até interromper o fornecimento. Há ainda riscos de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos, que podem atingir não apenas quem pratica a fraude, mas também moradores, trabalhadores e outras pessoas da comunidade.
A CPFL reforça que somente as equipes da companhia estão autorizadas a mexer na rede elétrica e nos medidores. Ao notar uma situação suspeita, a orientação é não se aproximar nem tentar resolver por conta própria, e sim comunicar a ocorrência pelos canais oficiais. A denúncia é anônima e segura e pode ser feita pelo aplicativo "CPFL Energia" ou pelo site www.cpfl.com.br/fraude.
Além das denúncias e inspeções em campo, o combate às irregularidades conta com tecnologias e análises que permitem à CPFL direcionar as fiscalizações e tornar as operações mais eficientes. Entre as soluções utilizadas estão sistemas de medição e monitoramento, caixas de proteção em unidades reincidentes, medidores instalados em locais protegidos e, em determinados segmentos, conjuntos blindados com leitura externa e acompanhamento remoto.
(Divulgação/CPFL Piratininga)